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novembro 01, 2005
O Duce, meu Pai

Tive hoje o prazer de ver à venda (e de comprar) a edição portuguesa de "Il Duce, mio Padre" de Romano Mussolini (ed. Ulisseia).
O nosso amigo Pedro, de passagem pela Bella Italia, trouxera-nos já as suas impressões sobre a obra, onde o filho ainda vivo de Benito Mussolini evoca os últimos anos de vida deste.
Eis a apresentação que faz a Ulisseia: «Romano, o único filho de Mussolini ainda sobrevivente, dá-nos neste livro um testemunho «interno» da história do duce e do fascismo. Trata-se de um documento a todos os títulos excepcional, sendo aliás significativo que só agora, ao fim de tantos anos, tenha decidido passar a escrito os apontamentos, as memórias directas e as confidências do pai.Este livro é decisivo para a compreensão de alguns momentos cruciais: o golpe de Estado de 25 de Julho de 1943, no qual Mussolini foi deposto por iniciativa conjunta do Rei de Itália e do Grande Conselho Fascista; a sua posterior libertação pelo comando Skorzeny; os seus últimos dias de vida e os planos que, muitas vezes sem seu conhecimento, se forjaram para o salvar. A ligação que manteve com Claretta Petacci, e os problemas que isso suscitou junto da família, são também abordados de forma surpreendente. Esta obra retrata uma imagem de Mussolini durante os últimos anos de vida: um homem só, pessimista, indefeso perante as intrigas e os volte-faces da história, presa de inesperados acessos de melancolia, apaixonado por Claretta mas indissoluvelmente ligado a Rachele Mussolini, sua mulher.»
A não perder, naturalmente.
Publicado por FG Santos às novembro 1, 2005 06:30 PM
Comentários
O problema são as traduções... o tradutor da obra será de confiança? É que anda para aí cada alimária a «traduzir» livros...
Publicado por: Eurico de Barros em novembro 1, 2005 10:24 PM
Já está comprado.
Já tinha lido uma extensa entrevista na revista espanhola - História, com o Romano.
Se me lembrar mando-lhe cópias.
Abraço
Publicado por: Legionário em novembro 2, 2005 09:14 AM
(...)"homem só, pessimista"...
Acrescento: e traído pelo grande conselho fascista, onde os monárquicos e conservadores plutocratas tinham a maioria. Mais: os fiéis do fascismo revolucionário, social e anti-capitalista quedaram-se ao seu lado, até ao fim!
Saudações
Publicado por: Miguel Angelo Jardim em novembro 2, 2005 11:44 AM
Lamentável mas não surpreendente é a alusão que faz ao «campo de extermínio de Buchenwald», no cap. 8 «Os mistérios do Gran Sasso», pág. 63. Também Romano Mussolini, após a violação seguida de assassinato que fizeram ao seu Pai, deixa-se ir na cantilena do holoconto!
O dogma e fé continuam...!
Publicado por: Nonas em novembro 3, 2005 10:28 PM