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setembro 06, 2005

As sinfonias de Brahms

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Em 1876, Johannes Brahms (1833-1897), já com 43 anos, terminava a sua primeira sinfonia. Brahms demorou a compô-la por receio da sombra que as sinfonias de Beethoven faziam pairar sobre qualquer compositor que decidisse escrever uma sinfonia. O que é certo é que, pese a influência do mestre de Bona, a 1ª, como as três que se lhe seguiram, tem os seus próprios méritos e revela um extraordinário talento de compositor.
O severo crítico vienense Hanslick (que demolia sistematicamente as geniais criações brucknerianas), disse que nunca uma obra tinha sido tão aguardada como a Primeira Sinfonia de Brahms. Admirado pelas suas obras para piano solo, pelas suas composições de câmara e pelo seu Primeiro Concerto para Piano (o segundo foi terminado em 1881), o mundo musical esperava ansiosamente a estreia da primeira sinfonia.
Pese algumas comparações com Beethoven, a obra teve um sucesso extraordinário. Sucesso que também premiou as sinfonias seguintes: a 2ª, a meu ver mais acessível aos iniciados; a melancólica e belíssima 3ª (quem é que nunca ouviu o terceiro andamento?); e a dramática 4ª, conclusão apoteótica de uma vida musical notável. A ovação que se seguiu à execução desta obra deve ter comovido Brahms: o concerto ocorreu um mês antes de o compositor falecer, de cancro. No Elba, os barcos tocaram as sereias melancolicamente, homenageando o filho de Hamburgo.

Publicado por FG Santos às setembro 6, 2005 03:50 PM

Comentários

Recomendam-se também os concertos para piano nºs 1 e 2.

Publicado por: JSarto em setembro 7, 2005 12:10 AM

Claramente recomendados, caro Sarto - como toda a obra restante: o Duplo Concerto, o Concerto para Violino, o Requiem Alemão, as obras de câmara e piano solo e até os menos conhecidos lieder.

Publicado por: FG Santos em setembro 7, 2005 09:52 AM

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