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junho 28, 2005

Casamentos mistos em alta nos EUA

Os casamentos mistos nos EUA, que representavam 1,3% do total em 1980, constituem actualmente 2,9% do total. A predominância é obviamente maior nos centros urbanos, com Los Angeles à cabeça. Nesses centros cruzam-se diariamente largas dezenas de etnias, sendo que as gerações mais recentes têm menos complexos em partilhar a sua vida com uma pessoa de outra raça.
Assim, assistimos a casamentos entre judeus e árabes, hindus e muçulmanos, irlandeses e chineses, japoneses e negros, num melting pot incrível. A coisa tem tal dimensão que organizar copos de água para casais mistos se tornou um nicho de mercado apetecível. Nas palavras de uma editora, "um casamento é a combinação de duas famílias, devendo mostrar respeito por elas e honrar a tradição de cada uma".
Mas se a tendência se mantiver ou (o mais provável) se alargar, já não haverá tradições a honrar, pois todos serão mestiços e as culturas terão ficado para trás, em benefício de uma sociedade de consumo desmemoriada e sem qualquer identificação senão com o imediato e o passageiro.

Publicado por FG Santos às junho 28, 2005 04:01 PM

Comentários

FG Santos, isso são comentários próprios de um «racista». Não o julgava tão «extremista» e «intolerante». Não me diga que você nunca ouviu na TV que somos todos iguais, que as raças não existem e que quem pensa o contrário é um ignorante ou campónio... Tenha lá cuidado com comentários dessa jaez, ou ainda tem que responder em tribunal por crimes contra a «òmanidade» e incitação ao ódio racial...

Publicado por: FilipeBS em junho 28, 2005 04:55 PM

O Filipe antecipou-se. Ia fazer precisamente esse comentário. FG Santos, sempre tão antirracista e antinazi, e depois sai-se com estas.

Publicado por: NC em junho 28, 2005 11:41 PM

É curioso verificar como os dois comentadores precedentes aceitam a falácia da extrema-esquerda radical de que o crítico da utopia multicultural e dos seus nefastos efeitos é necessariamente um nazi. Com oponentes deste quilate, a esquerda já venceu por falta de comparência do adversário...

Quanto ao meu amigo FGSantos, felicito-o pelo artigo e sugiro que dê um salto a www.isteve.com, local onde poderá encontrar estas matérias tratadas de modo muito interessante, quer quanto à forma, quer quanto ao conteúdo.

Publicado por: JSarto em junho 29, 2005 12:46 AM

"Com oponentes deste quilate, a esquerda já venceu por falta de comparência do adversário..."


ehehhehehehheheheh

Publicado por: Nelson Buiça em junho 29, 2005 12:47 AM

Pois é, caro Sarto, já perdi a paciência para explicar que ser-se anti-racista por uma questão de princípio é muito diferente de se ser a favor de uma sociedade multicultural e mestiçada. Quem não quer perceber que fique com os seus clichés. (E obrigado pelo link.)

Publicado por: FG Santos em junho 29, 2005 09:27 AM

"Com oponentes deste quilate, a esquerda já venceu por falta de comparência do adversário..."


ehehhehehehheheheh

eheheheheheheh
o ultimo riso é meu

Publicado por: Legionário em junho 29, 2005 01:27 PM

Será porventura necessário explicar ao JSarto o que é a ironia?

Das duas uma, ou você não sabe realmente o que é ironia, ou então está a ser intelectualmente desonesto.

Sou insuspeito: Eu sou um crítico da utopia multicultural e não sou nazi; sou, isso sim, um nacionalista português.

Quanto ao seu insulto - «com oponentes deste quilate, a esquerda já venceu» - respondo na mesma moeda: Com beatos como o JSarto a esquerda nem se preocupa. Mas com aqueles que se manifestaram no Martim Moniz, a esquerda e o próprio maçon Sampaio estão muito preocupados.

Publicado por: FilipeBS em junho 29, 2005 04:37 PM

Filipe, os insultos são coisa rara nesta "Casa", onde se prefere discutir ideias com urbanidade. Até hoje só apaguei um comentário e espero ter ficado por aí.

Publicado por: FG Santos em junho 29, 2005 05:26 PM

«Será porventura necessário explicar ao JSarto o que é a ironia?»

Olha, o Filipe voltou-se-me a antecipar. Paciência ;)

Publicado por: NC em junho 29, 2005 08:59 PM

O 'reverendo' Filipe no seu melhor.
Enfim, cada um tem os seus fetiches....e o seu mundo imaginário, e de vãs quimeras.
Mas é bom para passar o tempo

Publicado por: Nelson Buiça em junho 29, 2005 09:27 PM

O Sampaio jé nem deve dormir.
E o Sócrates anda apavorado.
A comissão de Bildebeerg vai reunir de emergência e tudo.

Ele há cada crente....

Publicado por: Nelson Buiça em junho 29, 2005 09:30 PM

" Com beatos como o JSarto a esquerda nem se preocupa."

E com os pobres do 'Filipes' muito menos.
E este Filipe ainda fala em utopias' fdx um gajo que só escreve textos de ficção no crlh do portal.


falhado ressabiado do crlh.......

Publicado por: Rui R. em junho 30, 2005 01:13 AM

Caro Filipe, graças a Deus que há muito que aprendi, e no local apropriado, aquilo em que consiste a figura de estilo literário chamada ironia.
Ao invés, quem parece aqui revelar notórias dificuldades interpretativas a propósito daquilo que escrevi, é exactamente o Filipe, que nem sequer se apercebe que subrepticiamente aceita o retrato pejorativo que a esquerda faz de pessoas como ele, deixando-se enlear pelos esquemas mentais estereotipados que esta última traça.
Quanto à pouca preocupação que causo aos esquerdistas, não estaria tão certo quanto o Filipe, mas não tenho por hábito ufanar-me do que quer que seja, já que elogio em boca própria costuma ser vitupério.

Publicado por: JSarto em junho 30, 2005 03:36 AM

Essa do vitupério, não é ironia pois não?
ahahaha!

Publicado por: Legionário em junho 30, 2005 09:15 AM

A paciência que é preciso ter com certas pessoas... :-(

Publicado por: JSarto em junho 30, 2005 11:12 AM

Realmente...

Publicado por: Nelson Buiça em julho 1, 2005 01:04 AM

Vai para aqui uma autêntica tempestade num copo de água!

O FG Santos publicou um 'post' com o qual eu estou 100% de acordo. Em comentário, ironizei o facto do FG Santos se ter mostrado um crítico do «melting pot», quando ainda recentemente o mesmo bloguista se tinha afirmado «anti-racista».

E, só por causa disto, cai o Carmo e a Trindade... Chiça... Vocês estão no mínimo um pouco intempestivos... Já não se pode brincar? Levam tudo a peito? Assim não dá para dialogar...

O JSarto quase me insultou, dizendo «oponentes deste quilate, a esquerda já venceu por falta de comparência do adversário». E eu só respondi na mesmíssima moeda, asseverando que a esquerda tão-pouco estaria preocupada com beatos.

Caro FG Santos, sei que você está ideologicamente mais próximo do JSarto, mas isso não é caso para ver insulto de um lado e não ver do outro.

Ao Rui R., gostaria de perguntar que textos de ficção é que ele já leu da minha autoria. É que, sinceramente, não conhecia essa minha faceta de ficcionista.

Por fim, ao JSarto gostaria de dizer que eu não me deixo levar pelos esquemas subreptícios da esquerda. Acredite no que quiser, JSarto, mas olhe que não...

Mesmo assim, devo dizer, e sem ironia, que alguém que é contra o «melting pot», não pode nunca ser um verdadeiro anti-racista. Bem... tudo depende da definição de «racismo» que usarmos como referência. É que, dependendo das definições, uma mesma pessoa pode ser tão anti-racista como racista. Tudo depende, afinal, do referencial.

Termino expressando um sincero desejo: Que a esquerda tenha muitos motivos para me recear a mim, a si, ao FG Santos, ao NC, aos nacionalistas, aos católicos-tradicionalistas e a todos aqueles que combatem o relativismo, o igualitarismo e o caos multicultural.

Cumprimentos pacificadores a todos.

Publicado por: FilipeBS em julho 1, 2005 02:56 AM

O Filipe acabou de ser eleito e já fala como um politico!!

Atenção, foi ironia.

Publicado por: Legionário em julho 1, 2005 09:17 AM

O antepenúltimo parágrafo do Filipe responde às suas interrogações a meu respeito. Se recusamos (como eu) o melting pot; se propugnamos um mundo de diferenças, com cada povo a dispor do seu espaço e a respeitar o dos outros; então não se é racista. (Já o termo anti-racista ganhou uma conotação de militância em favor das minorias, dos Direitos do Homem e dá caução à invasão do mundo ocidental por imigrantes, de modo que prefiro não o aplicar a mim mesmo.)
O que nunca entenderei é que haja pessoas (que creio não ser o caso do Filipe) que dizem que quem não é branco não é português, escarnecendo a nossa própria História e desprezando tantos e tantos que deram a vida pela Pátria que é a deles.
Quanto ao resto, aprecio a sua mensagem de pacificação, pois apesar de algumas diferenças de perspectiva inconciliáveis, todos combatemos "o relativismo, o igualitarismo e o caos multicultural".

Publicado por: FG Santos em julho 1, 2005 09:30 AM

Pela minha parte, caso encerrado.

Publicado por: JSarto em julho 1, 2005 10:41 AM

«O que nunca entenderei é que haja pessoas (que creio não ser o caso do Filipe) que dizem que quem não é branco não é português»

A "coisa" não se resume ao não ser branco. Um russo que caia por aqui de paraquedas também não é português e no entanto é branco. A "coisa" resume-se ao sangue, e não a "serviços prestados à Pátria": são duas visões inconciliáveis, mas não vejo porquê é que a primeira é racista.

Publicado por: NC em julho 1, 2005 11:51 AM

«Se recusamos (como eu) o melting pot; se propugnamos um mundo de diferenças, com cada povo a dispor do seu espaço e a respeitar o dos outros; então não se é racista.»

Por essa definição (que considero ser, aliás, a mais válida), eu também não sou racista, bem pelo contrário.

Mas se acharmos que racismo é o próprio conceito da existência de raças e diferenças entre elas, bem como a legitimidade de cada povo (etnicamente definido) defender a sua Identidade, então aí eu já sou "racista", bem como muito provavelmente o JSarto e o FGSantos.

«O que nunca entenderei é que haja pessoas (que creio não ser o caso do Filipe) que dizem que quem não é branco não é português»

O que eu acho é que, depois da Queda do Império em 1974, já não faz sentido considerar como portugueses aqueles que são oriundos dos nossos ex-territórios ultramarinos. Mas, quanto a isso, acho inútil perdermos mais tempo a discutir, pois já sabemos o que cada um pensa, e dificilmente mudaremos de opinião.

Se, pelo menos, todos continuarmos a lutar contra «o relativismo, o igualitarismo e o caos multicultural», já me dou por muito satisfeito.

Publicado por: FilipeBS em julho 1, 2005 02:55 PM

«O que eu acho é que, depois da Queda do Império em 1974, já não faz sentido considerar como portugueses aqueles que são oriundos dos nossos ex-territórios ultramarinos.» Aqui é que está o ponto fulcral de tantas discussões; se se está a referir aos que nasceram fora de Portugal depois de 1975, concordo - são estrangeiros como quaisquer outros; não aceito é que se diga o mesmo (e há quem diga) de quem já tinha a nacionalidade portuguesa antes da descolonização.

Publicado por: FG Santos em julho 1, 2005 05:19 PM