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maio 28, 2005
O 28 de Maio, 79 anos depois (III)
A I República, em particular os seus defensores mais radicais, agrupados em torno de Afonso Costa, não desdenhou a violência como forma de impor os sues pontos de vista, de coagir as oposições, mesmo de efectuar golpes de Estado.
A sinistra “Formiga Branca” era uma milícia formada sobretudo por carbonários. Esteve sempre pronta para o trabalho sujo que permitisse um reforço das posições de Afonso Costa. Teve um papel fundamental no derrube da ditadura de Pimenta de Castro (1915), que constituíra um momento de alguma esperança para os que sofriam com a decadência progressiva da Nação.
Afonso Costa, com o descaramento que lhe era habitual, disse da “Formiga Branca”: «A chamada Formiga Branca é apenas o povo que ama a República (...) e que, por muito a amar, zelosamente a vigia e defende».
A face mais exposta da violência e arbitrariedade republicanas era a GNR, que vem a ter um papel activo na Noite Sangrenta de 19 de Outubro de 1921. Um excelente (e arrepiante) retrato dessa jornada de matança e sangue foi publicado no “Semiramis” e recomenda-se fortemente a sua leitura. Muitos dos que falam do salazarismo e proclamam que «não se deve esquecer o que foi a ditadura» ocultam zelosamente os mais sinistros (mas não menos característicos) episódios dos pavorosos 16 longos anos que durou a I República.
Publicado por FG Santos às maio 28, 2005 08:28 PM