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abril 18, 2005

Crianças iraquianas

Enquanto vigoraram as sanções económicas contra o Iraque de Saddam Hussein terão morrido cerca de 500.000 crianças iraquianas; apesar de tudo «valeu a pena», segundo a ex-MNE (de Clinton) Madeleine Albright. Tudo vale a pena quando a ganância não é pequena. E a morte de mais crianças iraquianas, vítimas das sanções, que nas explosões nucleares de Hiroshima e Nagasaki não pesa muito perante os interesses petrolíferos, sionistas, armamentistas e outros da grande potência.
Que não se suspeite este blogue da mínima indulgência face ao regime de Saddam, ditador sanguinário e sem escrúpulos, que usou o sofrimento do seu povo para ganhar crédito (?) político junto de alguns idiotas úteis. Mas a mensagem do estilo "bem versus mal" não pega, dos dois lados da barricada estavam ex-aliados que se incompatibilizaram e que demonstraram que a vida humana nenhum valor tem quando se perseguem objectivos de domínio.
No mesmo estilo deste postal, sugere-se o artigo irónico de um Monthy Python, Terry Jones, no Guardian.

Publicado por FG Santos às abril 18, 2005 05:52 PM

Comentários

Nada do que o FG Santo aqui diz é novidade.
Quando faço as minhas opções estou plenamente ciente de tudo isto e muito mais.
Os Estados não têm valores, têm interesses (ganância,ânsia de poder, expansão, etc,etc...)
Sempre foi assim, é assim, e será sempre assim, pois tal é conforme à natureza humana.
É a ordem natural.
Já Darwin expicou tudo bem explicadinho, e nós fazemos parte integrante da Natureza logo, não nos podemos dissociar por inteiro desta Natureza imanente.
Como já estou um bocado velhinho para andar com visões 'cor-de-rosa' da realidade, sei que tem que se 'jogar' e tomar opções com as 'cartas' que existem. Não com 'cartas' que só existem em mentes ainda politicamente pueris e eivadas de um inopinado optimismo antropológico.
Opta-se dentro do que HÁ. Não dentro do hipotético.
Uns optam por 'alguns', outros optam por 'outros'.
Eu e muitos outros (essa justiça acho que merecemos), não escudamos as nossas simpatias e opções atrás de 'ilusões ou 'utopias', pois estamos plenamente conscientes do que se passa e das regras deste 'jogo' milenar.

O mundo é assim.
O mundo é o que é....e não é grande coisa, convenhamos.
E a lição que podemos tirar de quase 7000 anos de 'Civilização' é que: there's nothing (or little) that we can do about it.

Publicado por: Nelson Buiça em abril 19, 2005 01:24 AM

Acrescento ainda, aqui entre nós, ó FG Santos, quie qualquer tipo de determinismo histórico não passa de pura estultice.
Mas parece que o 'gajo' é contagioso e já saiu das esquerdas :-))
Enfim, o que se ha-de fazer...

Saudações

Publicado por: Nelson Buiça em abril 19, 2005 01:27 AM