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março 26, 2005

Não, porquê?

Grande regozijo entre os partidários do "não" à Constituição Europeia após a divulgação de sondagens que estimam que seja esse o sentido de voto dos franceses no referendo que se avizinha.
Infelizmente, vejo duas razões básicas para que não haja euforias:
- a história recente dos referendos sobre matérias europeias já mostrou que os eurocratas e eurófilos conseguem levar a sua avante: seja pelo procedimento escandaloso de repetir a consulta popular até que seja obtida a votação esperada, seja por toda a forma de pressões sobre o eleitorado, agitando fantasmas de catástrofes as mais diversas, qual delas a mais imaginária;
- para os que tencionam dizer "não" ao tratado constitucional, os motivos variam entre a rejeição da adesão da Turquia à UE (questão que não tem nada a ver com a Constituição em si) e os que defendem a chamada Europa "social", que grosso modo gera regalias em muitos casos responsáveis pela manutenção de altas taxas de desemprego no seio da UE.
Quanto ao que, quanto a mim, seria o motivo principal para o "não", a saber a machadada final na soberania das Nações europeias, possivelmente só alguns "reaças" e "xenófobos" é que o têm em mente ao votar "não".

Publicado por FG Santos às março 26, 2005 02:41 PM

Comentários

Concordo Consigo!

Publicado por: valeria em março 26, 2005 03:09 PM