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janeiro 25, 2005

Auschwitz

O mundo está a comemorar o 60º aniversário da libertação do campo de concentração de Auschwitz pelo Exército Vermelho. Todos os anos (e até várias vezes ao ano) políticos, jornalistas, homens de influência relembram-nos o horror dos campos nazis ditos de extermínio.
Não vou estar aqui a falar sobre câmaras de gás, sobre a conferência de Wannsee, etc. Não parece haver provas concretas sobre uma intenção deliberada de Hitler e do seu regime de proceder ao extermínio sistemático e exaustivo dos judeus europeus. A minha opinião é que, a ter havido tal intenção, ela estava na natureza do regime, que estabeleceu a raça como o dado primordial sobre o qual se devia erigir a Nação Alemã. Todos os cidadãos declarados não arianos estavam condenados a ser cidadãos de 2ª classe, com perda de direitos e, em última análise, de dignidade.
Esta concepção racialista ficou, por via da propaganda, associada ao fascismo, o que permitiu atirar este último para a marginalidade ideológica. Longe iam já os tempos em que Churchill declarava a sua admiração por Mussolini e a sua obra de reedificação da Itália.
Mas genocídios e perseguições de povos houve muitos só no séc. XX. O genocídio arménio, que ainda hoje não é reconhecido pelo governo turco, deu o triste sinal de partida, em 1915, para um século bárbaro como nenhum outro. A pretexto de constituírem uma 5ª Coluna favorável ao regime czarista, homens, mulheres, crianças, velhos, foram forçados a uma longa marcha, quase sem se alimentarem. Talvez um milhão e meio de pessoas tenha morrido. Quem fala disto hoje em dia?
Em 1994 cerca de 800 mil pessoas de etnia tutsi e muitos hutus moderados foram massacrados em apenas um mês pela fúria sanguinária do fanático exército tutsi.
Em 1982 o exército do sr. Sharon massacrou populações civis nos campos de refugiados libaneses de Sabra e Chatila.
No início dos anos 30 a colectivização forçada na Ucrânia matou talvez uns 8 milhões de camponeses pela fome.
E temos também Hiroshima, Nagasaki, Dresden, o Biafra... Podia estar aqui a desfiar n exemplos da barbárie infinita do homem do séc. XX.
No fim de tudo parece haver um povo que é suposto merecer mais simpatias e homenagens pelo que sofreu do que todos os outros, o que logo à partida é uma desconsideração e uma ofensa aos esquecidos.
E tem sido uma forma de fortalecer o peso que o dito povo tem na condução dos negócios e da política mundiais no último meio século. Afinal aqueles judeus que se aproveitam do sofrimento dos seus antepassados também os não respeitam, jogando com a sua desdita para proveito próprio. Até nisso a nossa época é triste. Um cadáver tem sempre um peso político inerente.

Sobre o tema:
- Genocídio Arménio
- Massacres israelitas
- Campos de concentração nazis

Publicado por FG Santos às janeiro 25, 2005 06:09 PM

Comentários


O revisionismo da História da II Guerra - Hitler «não era assim tão mau», etc- não parece convincente. Seria importante mostrar como Hitler pôs em prática o esoterismo negro de uma aristocracia anti-moderna por excelência, como bebeu nas fontes de Nietzschze, etc. Como elevou a maldade à categoria de «bem».

Publicado por: f em janeiro 26, 2005 12:28 AM

E quanto aos tempos em que o gordo e bêbado do Churchill declarava a sua admiração por Hitler?
;)

Publicado por: A em janeiro 26, 2005 03:30 AM

Caro FG Santos disse "precisamente" a mesma coisa ao único burguês esquerdalho que deixo entrar em minha casa e com quem ainda discuto!

Publicado por: Legionário em janeiro 26, 2005 02:45 PM

Se a estupidez pagasse imposto o nosso país, para além de de ter pago o déficit, já estava rico!
Então, Hitler pôs em prática esoterismo negro?
E o revisionismo histórico da Segunda Guerra não convencem? E Hitler inverteu o Bem e o Mal?
Por amor de Deus, irra!
Esta gente é louca!!!

Publicado por: Nonas em janeiro 26, 2005 05:09 PM

Isso dizemos 'nós'.
:-)

Publicado por: Nelson Buiça em janeiro 26, 2005 06:44 PM