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dezembro 28, 2004
Índia, Paquistão e mísseis
A notícia do contrato de venda de aviões F-16 e de alguns mísseis ao Paquistão por parte dos EUA causou consternação na Índia, dado que desde há três anos que vigorava um embargo americano de venda de armamento àquele país asiático.
A inquietação não é maior entre os indianos por se saber que Condoleeza Rice, a nova secretária de estado (MNE) é bastante menos pró-chinesa que o seu antecessor, Colin Powell, apostando num aumento da importância regional da Índia para contrabalançar uma cada vez maior hegemonia da China.
De resto, os EUA continuarão a ser fornecedores privilegiados de armamento à Índia.
Num contexto de ligeira distensão entre as duas potências nucleares, que impacto poderá ter esta nova corrida aos armamentos, mediada pelos EUA, é um mistério. O Paquistão, em particular, apresenta um peso desmesurado do orçamento de defesa, exercendo este uma forte punção de recursos na economia e impedindo um maior desenvolvimento.
Ao complexo dossier de Cachemira há a acrescentar o constante vai-vem entre o seu território e o do vizinho Afeganistão de combatentes talibãs, inconformados com a ocupação militar americana (18.000 homens no terreno).
Os "estudantes de teologia" contam com inúmeras simpatias no próprio exército paquistanês, o que é mais uma dor de cabeça para Musharraf, o amigo (a contragosto) dos americanos.
Publicado por FG Santos às dezembro 28, 2004 06:09 PM