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novembro 17, 2004
É da praxe
De acordo com um relatório governamental, este ano morreram mais soldados na Rússia fora de combate do que em situações de combate, 509 contra 423, respectivamente.
De entre os primeiros, 25% suicidaram-se. Ao que parece, os recrutas serão tratados abaixo de cão e muitos não aguentam o terror quotidiano a que os submetem os "veteranos".
Fontes oficiais afirmam que o exército está atento ao fenómeno. Explicações para este último são múltiplas mas parecem estar relacionadas com a tradição, ao longo da história russa, do uso da força bruta para impor a ordem, de que o período estalinista seria apenas mais uma etapa. Temos assim o ciclo vicioso da violência e do autoritarismo: habituados a levar no lombo, os russos acabam por preferir líderes fortes, que imponham a ordem. Situação típica de países em que a sociedade civil marca passo e em que um ex-funcionário do KGB chega ao mais alto cargo da federação.
Publicado por FG Santos às novembro 17, 2004 10:05 PM
Comentários
É um índice bom quando comparado com o exército Português.
Na Guerra colonial o rácio mortos fora de combate/mortos em combate era de 3:1. Ou seja, em cerca de 10 000 mortos, apenas 2 500 foram efectivamente em combate. No entanto e sempre que possível, as vitimas de acidentes de viação (Os motoristas das berliets não tinham praticamente instrução) eram classificadas pelos comandantes de "mortos em combate" pois assim a viúva poderia ter direito a uma pensão, o que não se passaria se o óbito fosse classificado de acidente de tráfego.
Publicado por: Luís Bonifácio em novembro 18, 2004 01:09 PM